Filho

Meu querido Pai Meu Deus
Meu Senhor… Meu Pai…
Filho Meu Criador…

 

Filho

Filho tão amado que és!… Por que estás aí a conversar, a discutir ou a disputar quem seja o primeiro da fila a ser atendido? Lembra-te que este lugar é santo, templo de Deus, casa de oração. Onde imperam a desordem e o desrespeito, ali fica vazio de mim. Filho meu, quando tu decidiste vir até aqui, lá, naquele mesmo instante, onde te encontravas, a tua alma já se ajoelhou diante de mim. Eu te via, eu te perscrutava os rins. Passo por passo, eu te acompanhei até aqui para te ouvir.

Não te importes, se não der tempo para o padre te atender. Eu já sei o que vem acontecendo contigo. Avança um pouquinho mais. Foge deste barulho. Anda alguns metros à frente.

Ali, de pé, de joelhos ou sentado, se quiseres, conta-me tudo, tudo. No tabernáculo, prisioneiro por teu amor, sozinho, ajunta-se a mim. Depois de me teres encontrado dentro de ti, grita por mim e eu estarei ali, bem pertinho de ti, para te ouvir e para te ajudar.

Filho, quero deixar bem claro ainda: há sempre um pedaço de caminho que a gente deve percorrer só. É esse trecho que tu deves continuar sozinho, porque é só para mim que tu podes contar tudo e de quem podes esperar uma resposta ou um lenitivo nas provações.

Fala, filho, fala! Ninguém na terra te ouve. Há ilusões tocantes que para ti nada representam e, no entanto, para mim, são realidades sublimes!

_____________________ “Feliz do homem que encontra em ti sua força. Felizes aqueles que planejam ir em peregrinação! Passando por um vale sáfaro, transformam-no em fonte, e a primeira chuva o revestirá de bênção. Caminharão com força sempre crescente, verão ao Deus dos deuses em Sião. De verdade, mais vale um só dia nos teus adros do que mil alhures! Prefiro estar no limiar da casa de Deus a hospedar-me nas tendas dos pecadores” (Sl 83, 6-11).

 

Padre Gregório Westrupp, scj

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